Fotografo de Casamento como Fotojornalismo em Portugal. Para uma Fotografia intemporal.
O dia de um casamento pode ser, como já escrevi algumas vezes, profícuo em possibilitar imagens de grande desafio na sua captura, por serem sempre feitas em cima dos momentos e pela grande rapidez com que estes mudam no seu caminho para o desenrolar do dia, como deve ser o fotojornalismo de casamento. Para mim, conseguir chegar ao fim do dia com uma história para contar que seja fiel ao que se passou, embora vestida com as roupagens que eu, as minhas máquinas fotográficas e as minhas lentes com as nossas capacidades e limitações, conseguirmos com êxito finalizar para que outros olhos as possam julgar, é sempre um prazer renovado..
Foi com esse espírito que voltei a Abrantes para ser o fotógrafo de casamento do Joana e do Daniel. Já com eles tinha estado quando, de passagem, fizemos a nossa sessão de namoro. Mas hoje era diferente. Não havia vamos experimentar ali, mudamos de sítio que a luz não está a bater bem aqui ou espere um bocadinho para eu acertar a máquina. Hoje a orquestra era ditada pelo tempo, do relógio, e pela necessidade que cada parte, desde a preparação até ao fecho da festa, tinha que conceber no sentido de completar o todo do dia do casamento. Esse desenrolar tem, para mim, todo um conjunto de peças que se vão encaixando e desenrolando permitindo chegar ao fim com um puzzle acabado com a diferença de ser composto, em vez de uma, por inúmeras fotografias. É a história do dia.
De Abrantes a Riachos e de volta para o Jardim de Cascata onde a festa com todos os seus familiares e amigos teve lugar, pude testemunhar em fotografias que fui apanhando, porque elas lá estavam para que eu as aproveitasse durante todo o dia, um dia feliz e bem passado .
Só tenho que agradecer este dia de puro prazer de quem faz da fotografia não só uma obrigação profissional mas uma grande gosto individual. À Joana e ao Daniel uma vida cheia e feliz.
Casamento na praia. Mais precisamente na Praia da Sereia na Costa da Caparica. Sendo uma forma lindíssima de casar para os amantes da praia e do sol era, para mim, uma novidade. E as novidades, quando levadas a sério, têm este lado complicado. Boa, nunca fiz, que bela ideia. E… será que vai sair bem, será que vou conseguir mostrar a razão da escolha dos noivos?
Bem, antes disso, passei pelo espaço onde a Ana se encontrava com as suas amigas para se preparar para o grande evento. Essa parte eu sei que gosto. Espelhos, objectivas a fugir das mãos da cabeleira para encontrar aquele espaço para a fotografia, o ângulo certo para o baton nos lábios e, ás vezes, a nuvem de laca para o efeito suave. Se há coisa que me dá ganas de fotógrafo é esse lugar mágico para o lado feminino da humanidade onde espelhos, pentes e secadores, batons e highliners, lacas e vernizes só podem ser assunto privilegiado para quem goste de encaixar histórias de um processo de transformação no sensor de uma máquina fotográfica.
Bem, dali direcção Praia da Sereia onde o Bar Waikki espera para cerimónia e festa. Lá chegados o senhor Sol, o senhor Vento e o senhor Mar de certeza que tinham a Ana e o Rui em boa conta. Visitantes assíduos, pelo que me disseram, e por isso merecedores de bom trato. Para o Fotógrafo de casamento se o senhor Sol estivesse um bocadinho mais para a direita tinha vestido de luz mais a contento deste humilde servidor da caça de cabelos dourados em forma de luz. Mas fez-se e, diz-se, que é nas dificuldades que se vê quem pode. Parece que sim. A cerimónia correu como se esperava com padrinhos a destabilizar o trabalho da senhora oficiante que a partir de certa altura entrou na onda com o sentido de humor que os grandes amigos e colegas conseguem nos grandes momentos.
O lugar e as pessoas fizeram a grande festa, o fim da tarde iluminou os dois como era da competência dos elementos e, entrados na sala, todos foram corpo único na celebração deste novo casal. Por compromisso e combinação saí antes do DJ começar o que me deixou pena e disseram que foi de arromba. Sejam felizes para sempre.
Uma das grandes satisfações de um fotógrafo de casamento é ter uma noiva à sua frente feliz com o dia do seu casamento e que tenha um gosto especial pela fotografia e se sinta à vontade com as máquinas fotográficas. Era o caso da Alexandra naquele quente e bonito dia de Verão.
Umas das coisas que puxa pela imaginação do fotógrafo de casamento é ter um simpático noivo que pelas máquinas prefere que estejam longe e já que tem que ser que seja indolor e rápido. Era o caso do Hélio.
No entanto como a maioria do meu trabalho é como fotojornalismo de casamento não deixei que a minha presença se fizesse muito notada pelo Hélio e sempre atento para trazer ao plano focal a sempre luminosa e radiante Alexandra. E, quando estava ela estava ele o trabalho ia correndo de vento em popa de tal maneira que quando, ao fim da tarde, fomos dar o nosso passeio o Hélio já estava tolerante à ideia e aquele sol ouro de fim de tarde abençoou-os tal como já tinha acontecido na bonita Igreja Matriz de S. João Baptista em Alhandra.
Este é o trabalho que como fotógrafo de casamentos me dá mais prazer conseguir. Por um lado garantir uma memória bonita e , por outro, conseguir conciliar gostos e diferenças para que, chegados ao fim, a todos tenha valido a pena e se festeje com satisfação.
Resta dizer que naquela encosta com vista para um vale rural cheio de vinhas e campos agrícolas foi um dia, e noite, que valeu a pena na Quinta do Palhas, perto do Carregado. E valeu mesmo.
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